| Por Isadora
Marinho

A cultura dos rodeios, festivais que atraem um público
de mais de trinta milhões de pessoas por ano no Brasil,
nasceu dos concursos de habilidades entre cowboys, promovidos
no final do século XIX nos Estados Unidos. Mais de
cem anos depois, os rodeios ganharam status de show, com recompensas
em dinheiro e fama garantida para os vencedores. O rodeio
mais famoso do Brasil é o de Barretos, que conta com
um estádio em forma de ferradura, desenhado por Oscar
Niemeyer. Mas o que acontece depois que as luzes dos estádios
se apagam?
Bois, cavalos, bezerros e touros são usados em rodeios.
Na laçada de bezerro, um animal de apenas 40 dias é
perseguido em velocidade, laçado e derrubado ao chão
pelo peão. Pode ocorrer ruptura na medula espinhal,
ocasionando morte instantânea. Alguns ficam paralíticos
ou sofrem rompimento parcial ou total da traquéia.
O resultado de ser atirado violentamente para o chão
pode causar a ruptura de diversos órgãos internos,
levando o animal a uma morte lenta e dolorosa.
Agulhadas elétricas, introdução de varas
no ânus, e outros instrumentos de tortura são
usados para irritar e enfurecer os animais usados nos rodeios.
Um artefato de couro é amarrado ao redor do corpo do
boi (sobre pênis ou saco escrotal) e é puxado
com força no momento em que o animal sai à arena.
Além do estímulo doloroso, podem ocorrer rupturas
viscerais, fraturas ósseas, hemorragias subcutâneas,
viscerais e internas. Golpes e marretadas, seguidos de choque
elétrico, costumam produzir convulsões no animal
e é o método mais usado quando o animal já
está velho ou cansado.
Esses recursos que fazem o animal saltar descontroladamente,
atingindo altura não condizente com sua estrutura,
resultam em fraturas de perna, pescoço e coluna, distensões,
contusões e quedas. Os cavalos dos rodeios geralmente
têm tendões rompidos (e precisam ser sacrificados)
ou desenvolvem problemas de coluna devido aos repetidos golpes
que sofrem, pois normalmente, cavalos não ficam pulando
para cima e para baixo.
As regras da associação de rodeios não
são eficazes na prevenção de lesões
e não são cobradas com rigor, nem as multas
são severas o bastante para evitar maus tratos. Para
não saírem no prejuízo total, muitas
vezes os donos dos animais que estão à beira
da morte os entregam para o abate.
Ajude o site SRZD e a comunidade Eu
ODEIO quem maltrata animais na luta pela proteção
de quem não pode se defender. Porque somos nós
os racionais.
Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/@-3682 |