| Cuidado com seu amigo bicho! Comum na época
da Páscoa, o consumo de chocolate por animais de estimação
- seja oferecido pelo dono ou roubado pelo bichinho - pode provocar
quadros de intoxicação com sintomas que variam
de agitação, diarréia, vômito, hemorragia
intestinal e, em casos mais graves, estado de coma ou até
mesmo a morte.
O chocolate possui ingredientes que são metabolizados
de forma diferenciada no organismo de humanos e animais. "Quanto
mais escuro, puro e concentrado for o chocolate maior será
o risco de intoxicação", ressalta o diretor
clínico do Hospital Veterinário Pet Care (www.petcare.com.br)
- São Paulo/SP -, Marcelo Quinzani. Ele esclarece que
o chocolate é constituído, entre outros componentes,
por carboidratos, lipídios e metilxantinas, que são
teobromina e cafeína. De acordo com o médico
veterinário, as últimas substâncias são
as maiores causadoras de intoxicação.
"Esses componentes são absorvidos em boa parte
no trato digestivo do animal e são distribuídos
via corrente sanguínea para diferentes partes do organismo,
como o coração e o sistema nervoso central",
explica. Segundo ele, no sistema nervoso, essas substâncias
vão competir com outras responsáveis pela modulação
da atividade cerebral e podem provocar excitação.
Em grandes quantidades no organismo do animal essas substâncias
vão causar, ainda, hipertensão moderada, diminuição
ou aumento dos batimentos cardíacos, arritmias, tremores,
aceleração do ritmo respiratório, ofegância,
aumento da temperatura corporal e incontinência urinária.
Outros sinais clínicos de que o animal está
em um quadro de intoxicação são as ocorrências
de vômitos, diarréia, polidipsia (quando o bichinho
bebe água em grande quantidade) ou poliúria
(quando urina além do normal). Hemorragias intestinais
também podem ocorrer em alguns casos, normalmente entre
12 e 24 horas após a ingestão do alimento. "Todos
esses sintomas agravados podem levar o animal ao coma e, em
alguns casos, até à morte", alerta.
Infelizmente, não existe antídoto para a intoxicação
com essas substâncias e o tratamento deve ser feito
para minimizar os sintomas. "Trata-se de uma emergência,
e a intervenção do veterinário é
necessária. Na maioria dos casos, é recomendada
a internação do animal para que ele possa ter
o acompanhamento médico necessário", explica
Quinzani. "Por isso, a melhor recomendação
é evitar que os animais tenham acesso a esse alimento
e, em caso de ingestão acidental, observar o comportamento
do animal e procurar o especialista", conclui.
Fonte: Blog da Bolinha -Por Bolinha, a Vira-Latas - 1 de
abril de 2009 - 13h59
http://jornalnh.com.br/site/blogs/blog.asp?canal
=19&ed=250&ct=698&cd=186107&esp=81 |